Com a palavra, Manoel Salgado.
6 de maio de 2011
Com a palavra, Manoel Salgado
Com a palavra, Manoel Salgado.
2 de maio de 2011
Agradecimentos
Gostaríamos de agradecer a todos os professores que participaram, inclusive aos que prestigiaram o evento mesmo sem compor as mesas. Em especial, aos professores que aceitaram o convite para participar das mesas do evento: as professoras Tania Bessone, Lúcia Bastos, Márcia Gonçalves e Rebeca Gontijo e os professores Durval Muniz, Paulo Knauss e Felipe Charbel.
Também gostaríamos de agradecer aos laboratórios "Redes de poder" e "Leddes", ao técnico Ferreira, ao Departamento de História e a Direção do IFCH.
Agradecemos aos colegas que se prontificaram como monitores do evento: Suzy, Mariana, Luciane, Lívia e Matheus. Aos que participaram como ouvinte, aos da nossa universidade, aos que vieram de outras universidade, aos que nos ajudaram a divulgar porque sem vocês também não haveria evento. Ao Carlos Eduardo, que fez a arte do cartaz, ajudou na divulgação e nas atividades do dia do evento.
E gostaríamos de agradecer, principalmente, ao professor Manoel Salgado. Pois ele, em suas aulas, nos deleitou, instruiu e moveu e por isso foi a pessoa fundamental para a realização desse evento.
Gratos,
Grupo de Atividades Ítaca
15 de abril de 2011
Um Convite
O evento não se trata apenas de uma homenagem, muito mais que isso. Hoje, há uma necessidade de se debater sobre o ensino de historia, sobre o "fazer" historia e o que se pode proporcionar com essa prática. A reflexão sobre nosso papel, nossa responsabilidade, nossas possibilidades e potencialidades deve permear o "ofício" do historiador.
Com o ensino da historia podemos deleitar o público, o interlocutor; podemos instigá-lo, atraí-lo, despertar nele o interesse, a curiosidade e a interrogação. Da dúvida vem a instrução, a descoberta, a discussão, e o enfrentamento com novas formas de interpretação, de pensamento, novas formas de ver o mundo. E então... a comoção, a hora de mover-se, de transformar a si e os outros...

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no blog do evento: www.deleitar-instruir-mover.
Esperamos vocês!
24 de março de 2011
Cine Clube Ítaca
Ainda, aproveitamos esse espaço para convidá-los para, e divulgar as informações sobre, o próximo Cine Ítaca, que ocorrerá no mês de abril.
Cine Ítaca
Filme: "Utopia e Barbárie"
Dia: 13/04/11
Hora: 14h às 18h
Local: Rav 94 (9º andar, UERJ)
Feito o convite, esperamos vocês para mais uma tarde de filme e discussões.
beijoss,
M.A.
13 de janeiro de 2011
"Só de sacanagem", de Elisa Lucinda
É preciso iniciativa, vontade... é preciso dar sentido a essa prática.
Enfim... uma indicação para que possamos refletir um pouco (ou melhor, muito). Então, vamos assistir, refletir e discutir. Não deixem de comentar! =]
Um abraço.
"SÓ DE SACANAGEM"
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
22 de dezembro de 2010
Reflexão acerca do individualismo, por Renan Moraes
Reflexão acerca do individualismo
Por Renan S. Moraes, 4° período de História manhã/noite, UERJ
4 de dezembro de 2010
Reflexões sobre Responsabilidade Cidadã
Olá pessoal,
Finalmente resolvi dar o ar da minha graça, via post. Dando uma pausa nas reflexões sobre Ítaca e a viagem que é o nosso blog, venho propor a vocês uma reflexão.
Recentemente, estive no meio de uma discussão acerca da construção de um mundo melhor para as futuras gerações, eis que surge um comentário não tão inovador mais ainda bastante distinto: o da construção de pessoas melhores para o nosso mundo.
Os problemas que implicam essa frase são da ordem de uma questão básica, a qual ou todo mundo finge que não vê, ou ignoram deliberadamente pelo dispêndio que isso requer: dedicação. A sociedade de hoje é extremamente imediatista, exercer um esforço que pretende frutos no futuro é um estorvo quando só se pensa no agora. Esse tipo de pensamento conduz ao individualismo em que nós vivemos. Uma vez que se compreende o quão profundo é o problema, o quanto se está envolvido nele, as proporções colossais aos quais tomam essas questões e no que implica uma mobilização para solucioná-lo, as pessoas se desesperam, nós nos desesperamos.
Estabelecido esse ponto temos dois caminhos a seguir: ignorar e desistir, vestir a viseira do cavalo e reduzir o olhar só ao seu próprio mundo, seus próprios problemas; ou lutar contra isso. Porém, o "inimigo" é muito maior e muito mais complexo do que se imagina. Porque esses "inimigos" somos nós mesmos e o resto do país, acomodado e que banaliza a violência e corrupção, enquanto questões que na sua dimensão micro são aparentemente consideradas sem relevância ou pontuais, como a ética.
Combater esse problema não significa propor uma Revolução como aquela que nós vemos nos livros de História do segundo grau, não significa depor o presidente e instituir um novo governo, não significa romper com a ordem vigente violentamente. Significa sim se impor, se mobilizar, mas atuar principalmente na nossa micro realidade, na nossa pequena dimensão. Os atos que constantemente consideramos sem repercussão política fazem toda a diferença. Os escândalos políticos que nós testemunhamos não são tão diferentes assim quando se reduz o escopo paras as nossas próprias atitudes. A Revolução revolucionária é a realizada todos os dias, mudando uma micro-realidade, rompendo com os hábitos e os vícios, que muitas vezes somos desencorajados a enfrentar.
Alguns podem me considerar reacionário por falar contra aquela Revolução por muitos idealizada, mas se a História pode nos ensinar alguma coisa, e eu não acredito que possa, é que nas Revoluções desse tipo o resultado nunca é aquele por nós idealizado.
Alex Carneiro